A liderança contemporânea

Escrito por Carlos Lima, publicitário especialista em Comunicação Estratégica

A função de C-Level requer inteligência estratégica, técnica e, principalmente, emocional, pois é preciso se adaptar o tempo todo. O comando, que antes era baseado no controle e na autoridade, agora precisa se converter em confiança e compartilhamento de conhecimento se quiser engajar colaboradores e melhorar a performance em sua totalidade.

A importância da diversidade

O tema da diversidade também está cada vez maior e adquiriu relevância dentro das organizações na atualidade. Hoje, a pluralidade tem transformado de forma significativa o ambiente de trabalho e exige um olhar mais humanizado de toda a liderança.

Assim, a ética e a moral se tornam ainda mais fundamentais para as tomadas de decisões, independentemente do mercado em que se está inserido. Hoje, agir com autonomia requer mais responsabilidade do que nunca, pois os limites entre a liberdade do gestor e o que a sociedade considera aceitável estão cada dia mais claros. Um passo em falso pode acarretar problemas internos e externos de grandes proporções. 

Aliado a isso, é preciso compreender que abraçar as diferenças de pensamentos pode impulsionar a resolução de desafios enfrentados no dia a dia das empresas. Então, ter times mais diversos é interessante tanto para a empresa como para os colaboradores.

Ferramentas úteis para liderar

Neste novo momento social, liderar pessoas baseia-se em identificar e desenvolver talentos e manter as equipes — cada vez mais voláteis e dinâmicas — constantemente motivadas. 

Para tanto, o storytelling tem se mostrado uma ferramenta eficaz. Ele permite a troca de experiências com toda a equipe, independentemente do nível hierárquico. Contar histórias — por mais elaboradas e corporativas que sejam — é nada mais do que exemplificar de modo simples, didático e, de certa forma, lúdico, as atitudes desejadas pela empresa. 

Apresentar casos similares para deixar mais claros os pontos a serem melhorados pode ser, inclusive, muito útil para inspirar as equipes, que se sentirão mais valorizadas e respeitadas em suas individualidades. Desta forma, o executivo assume também o papel de coach, aproximando-se de sua equipe para orientá-la, seja de forma individual ou coletiva. 

Aliás, o coaching interno é uma excelente estratégia para reduzir turnover e burnout. Ele aumenta a capacitação e o progresso dos profissionais envolvidos e, consequentemente, melhora os resultados nos negócios.

A empatia é também uma habilidade bastante útil para entender as dificuldades e bloqueios dos demais e, assim, encontrar soluções para os desafios enfrentados. 

Na “Era da Informação”, diferente do que muitos acreditam, as pessoas estão abertas a receber um ‘não’. A diferença é que precisam entender as razões e se sentirem respeitadas para conseguirem assumir outras posturas em suas rotinas.

Movimento coletivo

Promover as mudanças nas empresas passa então a ser um trabalho desenvolvido coletivamente. Todas as partes e setores são fundamentais para a inovação disruptiva. Só com todos juntos será possível romper com os padrões preestabelecidos que sejam menos eficazes na cultura contemporânea. 

Nessa busca por melhorias contínuas, é importante observar exemplos de empresas inovadoras, tanto concorrentes como de outras áreas de atuação. Mas, acima de tudo, saber ouvir a equipe e desenvolver uma comunicação mais aberta e colaborativa pode ser a chave para influenciar a disrupção de uma empresa. 

O profissional C-Level que entender o poder dos relacionamentos internos para o crescimento conjunto deixará de ser um chefe e se tornará, finalmente, um líder a ser seguido.