Diferenças entre visão holística, integrativa e reducionista

Empresas podem se beneficiar do uso desses conceitos para lidar com desafios simples ou complexos

Como uma empresa enxerga sua atuação no mercado, suas equipes e departamentos? Alguns conceitos vêm sendo cada vez mais utilizados para tratar, organizar e transmitir conhecimento. Três deles são: holismo, visão integrativa e reducionismo. E eles oferecem, quando bem utilizados, avanços no conhecimento humano e nas perspectivas empresariais.

Visão holística e integrativa

Tanto a visão holística quanto a integrativa possuem finalidades semelhantes e contribuem, com abordagens complementares, para a compreensão dos fenômenos da natureza e do ser humano – inclusive como profissional. 

A principal diferença entre as abordagens holísticas e integrativas é que a primeira foca na pessoa como um todo, considerando todos os aspectos de sua vida. Segundo esse conceito, o todo é maior que a soma de suas partes. Já a visão integrativa combina diferentes técnicas com o objetivo de trazer harmonia. 

Quando falamos de gestão empresarial, isso se traduz na forma como a organização é vista. A visão holística entende e enfatiza a organização como um todo, constituída por partes específicas (os departamentos, as pessoas, as equipes, por exemplo). Já a visão integrativa busca unir essas diferentes partes para trazer mais sinergia. Em outras palavras, o holismo analisa o todo de maneira profunda, enquanto a visão integrativa trabalha para uma atuação mais coordenada e eficiente entre as diversas partes do todo para trazer novas perspectivas. 

No entanto, elas se complementam, pois, para ambas, o objetivo central é levar a organização a crescer e a fortalecer-se. 

Visão reducionista

A visão reducionista proporciona análise e monitoramento intensivos de áreas específicas. Ela ganhou destaque na era da revolução industrial, já que, naquela época, a eficiência nas linhas de produção era o objetivo macro. Com a evolução tecnológica, houve uma fragmentação: não existe apenas um objetivo macro, mas vários. Por isso, é preciso ter cautela em seu uso. Afinal, a abordagem reducionista pode limitar a capacidade da empresa sobre como entender e lidar com a complexidade e interdependência dos sistemas e processos dentro e fora do ambiente empresarial. 

Assim, a visão reducionista enfatiza as partes que compõem o todo. Ela é útil para ajudar uma corporação a ter compreensões mais claras e específicas acerca de determinados aspectos pertinentes ao negócio em si. Tudo isso permite que a companhia se concentre em áreas específicas para o aprimoramento ou o desenvolvimento de soluções capazes de eliminar os gargalos.

Ela pode ser insuficiente para que líderes enfrentem desafios mais amplos e críticos. Logo, Gustavo Mayrink, Especialista em Aprendizagem Organizacional, considera de extrema importância que as empresas usem abordagens adequadas para lidar com cada situação. A visão reducionista é uma das ferramentas disponíveis para a análise e o aprimoramento específico. Entretanto, é preciso usá-la com cautela, sob pena de perder a visão 360º da empresa. 

“Tanto a visão reducionista quanto a holística e a integrativa são essenciais para que uma empresa enfrente seus desafios, sejam eles complexos ou simples, mas de maneira interconectada”, completa Gustavo.

Reconhecer os limites dessas diferentes visões torna-se o grande diferencial para se destacar no mercado. E a ComScience entende a importância destes olhares sobre as pessoas, as áreas e a organização como um todo. É possível se beneficiar desta variedade, para alcançar análises e abordagens profundas e ao mesmo tempo amplificadas dentro de uma empresa, a fim de desenvolver toda a sua potência.